Olha eu aqui outra vez para fazer o dever de
casa da UaB!
Hoje o tema da conversa é o feedback em EAD ou dito em devido brasileirês:
trata-se do retorno às tarefas que os alunos enviam para a correção. Estou
nesse universo da EAD desde 2009 e de lá para cá pouca coisa mudou em meu
entendimento sobre esse assunto em específico.
Sempre achei importantíssimo oferecer um retorno qualitativo às tarefas
que meus alunos enviam. Acho, inclusive, que essa atitude também vale e é
crucial na educação presencial. Que aluno não gosta de ler um “recadinho” do
professor sobre a sua tarefa? Ele se sente até especial quando vê que o professor
deixou aquela canetada em letras vermelhas em sua prova! (rsrsrsrs)
Terrorismo e brincadeiras à parte, pode até ser uma “bronca”, mas
o aluno deseja, precisa e merece uma justificativa para a menção que recebeu. Consideremos
a função pedagógica do “recadinho”: atribuir nota 7,0 e não dizer o que o aluno
errou, por que errou e o que faltou para acertar é deixar o trabalho
incompleto, já que a função do professor, segundo os entendimentos pedagógicos
mais modernos, é o de auxiliar o aluno a construir o conhecimento. Esse
conhecimento é construído junto – entre professor e aluno, entre alunos e
alunos, entre todos e os meios informativos disponíveis. Ora, o que muda no
desempenho do aluno se o professor envia como retorno à sua tarefa apenas um
número? Quase nada. Sobretudo para o aluno de EAD, isso desemboca em solidão e
desestímulo. Por isso, mesmo quando ele atinge nota 10,0, eu lhe dou um
feedback! Quando não atinge a média esperada, olha, confesso, o feedback é bem
grandão! Linhas e mais linhas de falatório escrito.
Dar esse retorno em EAD não é fácil. Dá trabalho, toma tempo, mas
é necessário para assegurar um padrão mínimo de contribuição ao processo
formativo do aluno. No ano passado, descobri a possibilidade de que o feedback
fosse realizado via arquivo em áudio. Nossa, que felicidade! Os alunos ouviriam
a minha voz e isso tornaria o momento de retorno das tarefas mais afável,
caloroso e esclarecedor. Mas, como se sabe, alegria de pobre dura pouco! Nas
disciplinas em que atuei como tutora a distância nesse ano, não tive autonomia para
utilizar esse recurso. Este ano, todavia, com fé em Deus, tomara que seja
possível.
Com certeza, utilizar o arquivo em áudio com essa finalidade
aproxima o aluno do tutor e fecha as brechas para que haja mau entendimento do
feedback. Digo isso porque, às vezes, a escrita tem um caráter mais frio, mais
formal, que pode ser interpretado com hostilidade pelos alunos. Já a fala, com
todas as modulações que podemos operar sobre ela – tom, volume e infinitas maneiras
de usar a voz – confere ao feedback uma leveza, um feitio mais amigável. É
possível sorrir com a voz e isso certamente traz conforto ao aluno quando se
depara com uma nota baixa em uma tarefa.
Fico me imaginando como uma médica que precisa informar à família
de um paciente o seu falecimento ou a ocorrência de situações graves. Será que
a família preferiria receber o aviso por escrito – pá-pum! - ou por meio de um
diálogo falado, onde se pode medir com mais clareza e adequação as palavras que
se diz? Eu, de minha parte, opto pela segunda alternativa. Acho que os alunos,
de maneira geral, também.
Hoje, é só, pessoal.
Vamos seguindo, vamos seguindo, que a vida não para e a hora tem
pressa!


Um comentário:
Késsia,
Excelente argumentação acerca do tema. Interessante e criativa a ilustração.
Questão pessoal: eu optaria pela informação oral, olho no olho.
Contudo, uma vez que na EAD nos comunicamos por meio da palavra escrita,não podemos optar pela segunda opção.
Contudo, escolhendo bem as palavras e sabendo elaborar o texto cuidadosamente, elas se eternizarão para nossos alunos.
Parabéns pelas relevantes intervenções.
Afetuosamente, Rosa Maria
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